Voltamos ao Brasil…

Voltamos ao Brasil…

Enquanto seguíamos em direção ao norte na América do Sul estávamos preocupados como voltaríamos a Santiago para pegar nosso voo para a Nova Zelândia. Após diversas pesquisas de vôos, nossa melhor alternativa foi utilizar pontos de fidelidade da TAM e pegar um vôo de Caracas na Venezuela para Santiago no Chile. Esta decisão acarretou em dois fatos interessantes: O primeiro é que teríamos que entrar na Venezuela e não estávamos querendo pois recebemos muitos conselhos de não fazermos isto (pela situação política e econômica) e o segundo é que como a TAM é brasileira obrigatoriamente teríamos que passar pelo Brasil para fazer uma conexão.

E foi isto que aconteceu, entramos na Venezuela e tivemos uma experiência em alguns momentos surpreendentemente positivos como com o transporte público que é bem organizado, e em alguns momentos negativos como chegar no terminal de ônibus e não ter água disponível para limpeza e nos banheiros (banheiro de rodoviária no Brasil é luxo comparado com o que encontramos) e talvez o fato mais indignante foi ver que a moeda venezuelana (Bolivares) era vendida por supostos carregadores de malas no aeroporto  por um preço 50% inferior ao praticado nas casas de câmbio oficiais. Isto mesmo, os controles intituídos pelo nosso amigo lá, fazem com que você seja penalizado em 100% se comprar a moeda de forma legal. É uma agressão aos turistas que chegam! Alguém precisa avisar nosso amigo que a coisa não está funcionando muito bem por lá!

Saindo de Caracas a passada no Brasil foi um pouco triste pois durou uns 45 minutos e não pudemos nem sair da área de embarque… só deu para matar um pouco da saudade de ouvir pessoas falando português, ver alguns preços em Reais e novamente entrar no avião rumo a abalada Santiago.

Chegando em Santiago tiramos uma foto com o Rafael Cortez do CQC, que estava chegando alí para cobrir a posse do novo presidente Sebastian Piñera (interessante que estávamos no Chile na eleição e agora na posse) e também o terremoto. Em um primeiro momento nos assustamos com o estado do aeroporto pós-terremoto, placas de gesso do telhado quebradas davam a impressão de que a qualquer momento poderiamos sentir outro tremor. Depois de caminhar um pouco, percebemos que praticamente todo o aeroporto estava evacuado e tendas no lado de fora foram colocadas para o embarque e desembarque de passageiros. Quadros brancos estavam sendo usado para indicar horários de chegada e saída de vôos. Após esta primeira impressão, um pouco assustadora, no caminho e quando entramos em Santiago percebemos que a cidade estava prativamente 100% inteira, aparentemente não vimos nada destruído (nos disseram que algumas casas estavam com a fachada inteira porém dentro estavam danificadas).

Durante os 3 dias que ficamos por lá aproveitamos para fazer nossos BONÉS personalizados da RAROway, a Rakel fez um corte chileno em seu cabelo (um pouco frustrante no primeiro momento), fazer backup das fotos em DVDs, descansar e assistir alguns jogos como o do Inter contra o Deportivo Quito. O único tremor mais forte neste período ocorreu enquanto estávamos no Metro e como alí naturalmente tudo treme, não conseguimos sentir nada. Porém confesso, às vezes acordávamos a noite um pouco preocupados e sentindo pequenos tremores (não sabemos se eram tremores mesmo ou coisa da nossa cabeça).

No dia 12, depois de grande expectativa, embarcamos em um vôo da LAN rumo a Nova Zelândia.

Veja aqui as fotos deste período: Caracas e Santiago